{"id":2164,"date":"2017-05-24T07:00:24","date_gmt":"2017-05-24T07:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ispblog.com.br\/?p=2164"},"modified":"2017-05-24T07:00:24","modified_gmt":"2017-05-24T07:00:24","slug":"recomendacoes-g-652-e-g-657-em-redes-opticas-passivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ispmais.com.br\/blog\/?p=2164","title":{"rendered":"Recomenda\u00e7\u00f5es G.652 e G.657 em Redes \u00d3pticas Passivas"},"content":{"rendered":"<p>A exig\u00eancia por larguras de banda mais elevadas tem estimulado os ISP\u2019s a investirem em infraestruturas suportadas por fibra \u00f3ptica. Esta necessidade de aumento da largura de banda deve-se sobretudo ao uso cada vez maior da Internet e ao aparecimento de novos servi\u00e7os e novas aplica\u00e7\u00f5es nas redes locais de computadores.<\/p>\n<p>Nesse contexto, as Redes \u00d3pticas Passivas (<em>Passive Optical Network &#8211; PON<\/em>) representam uma arquitetura tecnol\u00f3gica que vem de encontro \u00e0s necessidades atuais e futuras das redes de acesso de telecomunica\u00e7\u00f5es com alto desempenho. Essas redes s\u00e3o compostas basicamente por cabos \u00f3pticos e outros elementos passivos que levam o sinal da central de equipamentos aos centros de distribui\u00e7\u00e3o e da\u00ed at\u00e9 os usu\u00e1rios finais.<\/p>\n<p>Existem no mercado diferentes tipos de fibras \u00f3pticas, com caracter\u00edsticas diversas, desenvolvidas para aplica\u00e7\u00f5es variadas. Os cabos \u00f3pticos podem apresentar constru\u00e7\u00f5es diferentes e sua instala\u00e7\u00e3o pode ocorrer atrav\u00e9s de dutos subterr\u00e2neos ou instala\u00e7\u00e3o em posteamento, espinados em cordoalha ou autossustentados, por exemplo.<\/p>\n<p>As fibras s\u00e3o classificadas como monomodo e multimodo de acordo com o di\u00e2metro do n\u00facleo. Como pode ser observado na Figura 1, as fibras monomodo tem um di\u00e2metro pequeno, cerca de 8 \u00b5m ou 9 \u00b5m, onde se pode transmitir um \u00fanico feixe de luz, ou seja, um modo de propaga\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, nas fibras multimodo, podem viajar v\u00e1rios feixes de luz de forma simult\u00e2nea. Como podem existir distintos di\u00e2metros de n\u00facleo que cumpram esta condi\u00e7\u00e3o, se costuma identificar comercialmente as fibras multimodo com o di\u00e2metro de 50 \u00b5m ou 62,5 \u00b5m. Na Figura abaixo s\u00e3o apresentadas as dimens\u00f5es das fibras \u00f3pticas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2170 size-full\" src=\"http:\/\/www.ispblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Recomenda\u00e7oes-G.652-G.657-Redes-\u00d3pticas-Passivas-1.png\" alt=\"\" width=\"816\" height=\"268\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 o di\u00e2metro externo das fibras monomodo e multimodo segue uma medida padr\u00e3o de 125 \u00b5m. Al\u00e9m disso, em torno do vidro h\u00e1 uma cobertura pl\u00e1stica adicional de prote\u00e7\u00e3o com 250 \u00b5m de di\u00e2metro que tamb\u00e9m colore a fibra.<\/p>\n<p>A escolha da arquitetura PON parte de algumas premissas b\u00e1sicas de projeto, desde alta escalabilidade (capacidade de atender \u00e0s demandas atual e futura), facilidade de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a escolha dos tipos de fibras e dos cabos \u00f3pticos que ser\u00e3o utilizados na constru\u00e7\u00e3o da rede. No caso das fibras \u00f3pticas, as duas caracter\u00edsticas mais importantes a serem observadas s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Atenua\u00e7\u00e3o, que representa a perda da intensidade da luz ao longo da fibra, causada pelo pr\u00f3prio material da fibra e \/ ou por eventuais emendas existentes, expressa em dB\/Km;<\/li>\n<li>Dispers\u00e3o, que diz respeito ao espalhamento da luz ao longo da fibra, causado pela exist\u00eancia de diferentes comprimentos de onda no feixe de luz, expressa em ps\/nm.Km.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A ITU-T (<em>International Telecommunications Union &#8211; Telecommunication Standardization Sector<\/em>) apresenta uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es baseadas nas normas IEC e relacionadas a comunica\u00e7\u00f5es por fibras \u00f3pticas, desenvolvidas pelo departamento dedicado a padroniza\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es de telecomunica\u00e7\u00f5es (UIT-T).<\/p>\n<p>A fibra \u00f3ptica pode ser fabricada utilizando-se como mat\u00e9ria-prima b\u00e1sica a s\u00edlica (vidro) ou o pl\u00e1stico. As fibras feitas com material pl\u00e1stico s\u00e3o utilizadas para transmitir luz para fins de ilumina\u00e7\u00e3o, instrumenta\u00e7\u00e3o ou decora\u00e7\u00e3o. Para telecomunica\u00e7\u00f5es se utilizam fibras \u00f3pticas de vidro porque apresentam melhores caracter\u00edsticas de transmiss\u00e3o em grandes dist\u00e2ncias. Para aplica\u00e7\u00e3o PON, as fibras \u00f3pticas mais utilizadas atualmente s\u00e3o as fibras de s\u00edlica do tipo monomodo de acordo com a recomenda\u00e7\u00e3o ITU-T G.652.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o G.652 trata das caracter\u00edsticas geom\u00e9tricas, mec\u00e2nicas e de transmiss\u00e3o de fibras monomodo com valor de dispers\u00e3o nulo em 1310 nm. A fibra \u00e9 constitu\u00edda basicamente por um n\u00facleo de s\u00edlica dopada com germ\u00e2nio, que apresenta um n\u00facleo com di\u00e2metro entre 5 \u00b5m e 8 \u00b5m, e casca de s\u00edlica com 125 \u00b5m de di\u00e2metro. A atenua\u00e7\u00e3o nominal deste tipo de fibra est\u00e1 na faixa de 0,4 dB\/km em 1310 nm e 0,35 dB\/km em 1550 nm.<\/p>\n<p>Existem quatro subgrupos da recomenda\u00e7\u00e3o G.652 (A, B, C, D). O padr\u00e3o A foi projetado para operar no comprimento de onda de 1.310 nm, com dispers\u00e3o crom\u00e1tica alta na janela de 1.550 nm. J\u00e1 a fibra do tipo B \u00e9 usada comercialmente por apresentar valores mais baixos de dispers\u00e3o crom\u00e1tica, com atenua\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 0,35 dB\/km em 1.550 nm. Estas fibras apresentam elevada atenua\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o de comprimento de onda centralizado em 1.383 nm, devido \u00e0 presen\u00e7a de \u00edons de hidrog\u00eanio e hidroxila que s\u00e3o absorvidos durante o processo de fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As variantes G.652.C G.652.D apresentam um pico de \u00e1gua reduzido (<em>Low Water Peak <\/em>\u2013 LWP), permitindo que sejam usadas na regi\u00e3o de comprimento de onda entre 1.310 nm e 1.550 nm. Em especial, as fibras G.652C e G.652D s\u00e3o amplamente utilizadas em redes PON e as fibras que seguem a recomenda\u00e7\u00e3o G.652.D s\u00e3o usadas em redes de telecomunica\u00e7\u00f5es com taxas de transmiss\u00e3o entre 10 Gbps e 40 Gbps. Conforme mostra a Figura 2, fibras G.652D operam em todas as faixas do espectro \u00f3ptico (bandas O, E, S, C, L e U), e seu uso se adapta bem a sistemas que utilizam tecnologia WDM. A Figura abaixo mostra as caracter\u00edsticas das fibras na recomenda\u00e7\u00e3o G.652D.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2171 size-full\" src=\"http:\/\/www.ispblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Recomenda\u00e7oes-G.652-G.657-Redes-\u00d3pticas-Passivas-2.png\" alt=\"\" width=\"486\" height=\"328\" \/><\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 importante destacar que em PON, al\u00e9m das fibras \u00f3pticas monomodo que seguem a recomenda\u00e7\u00e3o ITU-T G.652.D, existem fibras desenvolvidas especialmente para ambientes que requerem instala\u00e7\u00e3o com baixas perdas e com pequenas curvaturas, conhecidas como fibras BLI (<em>Bending Loss Insensitive<\/em>).<\/p>\n<p>Essas fibras seguem a recomenda\u00e7\u00e3o ITU-T G.657, que define dois tipos b\u00e1sicos de fibras:<\/p>\n<ul>\n<li>Tipo A (A1 e A2) \u2013 Apresentam os mesmos par\u00e2metros de transmiss\u00e3o das fibras monomodo G.652.D e s\u00e3o recomendadas para qualquer aplica\u00e7\u00e3o de acesso PON;<\/li>\n<li>Tipo B (B2 e B3) \u2013 Recomendadas somente para instala\u00e7\u00f5es de curta dist\u00e2ncia, como instala\u00e7\u00f5es internas em edif\u00edcios.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A Tabela abaixo apresenta as aplica\u00e7\u00f5es t\u00edpicas para as fibras monomodo G.652D e os quatro tipos de fibras BLI que seguem a recomenda\u00e7\u00e3o G.657.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2172 size-full\" src=\"http:\/\/www.ispblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/Recomenda\u00e7oes-G.652-G.657-Redes-\u00d3pticas-Passivas-3.png\" alt=\"\" width=\"579\" height=\"291\" \/><\/p>\n<p><strong>JOS\u00c9 MAUR\u00cdCIO DOS SANTOS PINHEIRO<\/strong><\/p>\n<p>Gerente de Engenharia e Opera\u00e7\u00f5es na BRIP Multim\u00eddia, Profissional da \u00e1rea de tecnologia, professor universit\u00e1rio e palestrante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Redes \u00d3pticas Passivas representam uma arquitetura tecnol\u00f3gica que vem de encontro \u00e0s necessidades atuais e futuras das redes de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2309,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":{"0":"post-2164","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-image","5":"has-post-thumbnail","7":"category-artigos","8":"post_format-post-format-image"},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.7 - 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