{"id":7122,"date":"2019-04-24T13:10:57","date_gmt":"2019-04-24T13:10:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ispblog.com.br\/?p=3973"},"modified":"2019-04-24T13:10:57","modified_gmt":"2019-04-24T13:10:57","slug":"redes-opticas-de-acesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ispmais.com.br\/blog\/?p=7122","title":{"rendered":"Redes \u00d3pticas de Acesso"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">As redes de acesso de telecomunica\u00e7\u00f5es t\u00eam como fun\u00e7\u00e3o principal prover o acesso dos clientes aos servi\u00e7os de dados, voz e v\u00eddeo das respectivas operadoras e, como tal, devem garantir a melhor qualidade poss\u00edvel para essa comunica\u00e7\u00e3o. Com essa finalidade existe um n\u00famero significativo de tecnologias para o acesso em banda larga que pode ser dividido em dois grandes grupos: o primeiro grupo se refere \u00e0s tecnologias baseadas em infraestrutura f\u00edsica ou fixa (cabos met\u00e1licos, cabos coaxiais, cabos de fibra \u00f3ptica e rede el\u00e9trica), e o segundo grupo diz respeito \u00e0quelas baseadas em infraestrutura sem fios (r\u00e1dios micro-ondas, Wi-Fi, Sat\u00e9lite, 3G, 4G etc.), conforme mostra a Figura 1.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3974\" src=\"https:\/\/www.ispblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/redes-opticas-acesso.png\" alt=\"\" width=\"675\" height=\"335\" srcset=\"https:\/\/ispmais.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/redes-opticas-acesso.png 675w, https:\/\/ispmais.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/redes-opticas-acesso-300x149.png 300w, https:\/\/ispmais.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/redes-opticas-acesso-150x74.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #44546a;\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"color: #00000a;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><b>Figura 1 &#8211; Tecnologias de redes de acesso<\/b><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><a name=\"__DdeLink__214_1975063294\"><\/a> <span style=\"font-family: Arial, serif;\">Embora a no\u00e7\u00e3o de \u201cbanda larga\u201d seja hoje mundialmente utilizada e compreendida como um servi\u00e7o de acesso \u00e0 internet atrav\u00e9s de novas tecnologias, n\u00e3o h\u00e1 ainda uma defini\u00e7\u00e3o universal aceita em sua totalidade. Outro aspecto \u00e9 que as tecnologias de acesso em banda larga, ainda que distintas, e cada uma com sua peculiaridade, apresentam vantagens e desvantagens, embora apontem para uma mesma finalidade: possibilitar ao usu\u00e1rio o acesso em alta velocidade, com maior n\u00famero de op\u00e7\u00f5es de conectividade e melhor qualidade dos servi\u00e7os. Por exemplo, as redes f\u00edsicas que utilizam cabos met\u00e1licos se caracterizam pela limita\u00e7\u00e3o tanto em largura de banda como em termos de custos de implanta\u00e7\u00e3o, para as novas tecnologias de redes de comunica\u00e7\u00e3o. J\u00e1 as tecnologias que utilizam as fibras \u00f3pticas s\u00e3o mais est\u00e1veis, propiciam maior capacidade de tr\u00e1fego de dados e por isso s\u00e3o usadas como partes integrantes da infraestrutura para os <\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><i>backbones<\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"> e <\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><i>backhauls<\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"> de telecomunica\u00e7\u00f5es. <\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">As tecnologias sem fio s\u00e3o mais suscet\u00edveis a oscila\u00e7\u00f5es e interfer\u00eancias externas, notadamente interfer\u00eancias eletromagn\u00e9ticas (EMI), sendo geralmente empregadas na conex\u00e3o da \u00faltima milha (<\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><i>last mile<\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\">) nas redes de acesso ou em situa\u00e7\u00f5es onde n\u00e3o h\u00e1, momentaneamente, viabilidade t\u00e9cnica para a passagem de cabeamento \u00f3ptico.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Cabe aqui ressaltar que<\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><i> backbone,<\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"> em tradu\u00e7\u00e3o livre, significa \u201cespinha dorsal\u201d; em redes de telecomunica\u00e7\u00f5es, refere-se ao n\u00facleo da rede que concentra o tr\u00e1fego de informa\u00e7\u00f5es (dados, voz, imagem etc.). J\u00e1 o <\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><i>backhaul<\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\">, que tamb\u00e9m \u00e9 uma rede de alta capacidade, consiste em segmentos secund\u00e1rios, isto \u00e9, redes que fazem a conex\u00e3o entre o n\u00facleo da rede e as subredes perif\u00e9ricas. No caso do <\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><i>last mile<\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\">, tamb\u00e9m conhecido como \u201c\u00faltima milha\u201d, este inclui a infraestrutura situada na ponta da rede e que possibilita a interliga\u00e7\u00e3o entre as esta\u00e7\u00f5es de distribui\u00e7\u00e3o (vinculadas ao <\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><i>backhaul<\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\">) e as resid\u00eancias, pr\u00e9dios, redes m\u00f3veis etc., ou seja, trata dos \u00faltimos quil\u00f4metros da rede que possibilitam o acesso do usu\u00e1rio (Figura 2). <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3975\" src=\"https:\/\/www.ispblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/redes-opticas-acesso-2.png\" alt=\"\" width=\"836\" height=\"297\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #44546a;\"><span style=\"font-family: Calibri, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"color: #00000a;\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><b>Figura 2 &#8211; Estrutura de rede mostrando backbone, backhaul e last mile<\/b><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Fica evidente que a exist\u00eancia de redes capazes de lidar com grande volume de tr\u00e1fego de informa\u00e7\u00f5es \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para garantir que os <\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><i>backbones<\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"> e <\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><i>backhauls <\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, serif;\">dos provedores de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es possam dar vaz\u00e3o ao grande volume de dados que circula na atualidade, destacadamente a Internet. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">No Brasil, no in\u00edcio dos anos 1990, as redes de telecomunica\u00e7\u00f5es utilizavam em quase sua totalidade cabos met\u00e1licos nas redes de backbone e de acesso aos clientes. Uma das aplica\u00e7\u00f5es pioneiras das fibras \u00f3pticas em sistemas de telecomunica\u00e7\u00f5es corresponde aos sistemas de telefonia fixa comutada. Esses sistemas exigem estruturas de transmiss\u00e3o de grande capacidade, envolvendo dist\u00e2ncias que v\u00e3o, tipicamente, desde algumas dezenas at\u00e9 centenas de quil\u00f4metros e, eventualmente, em pa\u00edses com dimens\u00f5es continentais, at\u00e9 milhares de quil\u00f4metros. Atualmente, cabos \u00f3pticos s\u00e3o utilizados nas mais diferentes topologias, desde os backbones estaduais, nacionais e internacionais, at\u00e9 a conex\u00e3o do cliente final nas redes de acesso. <\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">O uso de redes com fibras \u00f3pticas cresceu consideravelmente gra\u00e7as ao barateamento de equipamentos eletr\u00f4nicos, cabos e demais itens utilizados na constru\u00e7\u00e3o das redes e tamb\u00e9m devido ao pr\u00f3prio aumento da demanda por meios de comunica\u00e7\u00e3o que possibilitassem alta velocidade e grande capacidade para a transmiss\u00e3o de sinais em diversos formatos (voz, dados, imagens etc.). Entre os principais motivadores do crescimento das redes \u00f3pticas est\u00e3o as expans\u00f5es dos sistemas de telefonia fixa e telefonia celular, TV a cabo, sistemas de aplica\u00e7\u00f5es em tempo real (videoconfer\u00eancia, telemedicina, etc.), o crescimento das redes de computadores e redes industriais e, principalmente, o crescimento no uso da Internet. \u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Assim, as fibras \u00f3pticas se apresentaram como a alternativa bastante vi\u00e1vel para as redes em banda larga, substituindo os cabos met\u00e1licos e aumentando a capacidade e a confiabilidade dos sistemas de comunica\u00e7\u00e3o existentes. As redes de comunica\u00e7\u00e3o com fibras \u00f3pticas passam ent\u00e3o a oferecer maiores velocidades, melhor largura de banda, mais confiabilidade e seguran\u00e7a no tr\u00e1fego das informa\u00e7\u00f5es. <\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\">Como a tecnologia aplicada na constru\u00e7\u00e3o das redes \u00f3pticas tem apresentado grande evolu\u00e7\u00e3o ao longo dos anos, obt\u00eam-se como resultado, infraestruturas com custos reduzidos e com maior n\u00edvel de efici\u00eancia. Entretanto, fatores como os custos de uso do solo e de posteamento, assim como os custos dos projetos e das respectivas licen\u00e7as em \u00e1reas urbanas e rurais ainda s\u00e3o um fator limitante na sua utiliza\u00e7\u00e3o. Instalar a fibra \u00f3ptica at\u00e9 o local de acesso do cliente traz in\u00fameras vantagens, como largura de banda praticamente ilimitada e provimento de servi\u00e7os que necessitam de altas bandas de transmiss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><a name=\"__DdeLink__215_1975063294\"><\/a> <span style=\"font-family: Arial, serif;\">Os projetos com fibras \u00f3pticas se aplicam nas redes externas (alimenta\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e acesso) e de longa dist\u00e2ncia, principalmente para utiliza\u00e7\u00e3o pelas concession\u00e1rias de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, operadoras de TV a cabo (CATV) e provedores de servi\u00e7os de Internet (ISPs). A fibra \u00f3ptica tamb\u00e9m pode ser utilizada em ambientes sujeitos a ru\u00eddos eletromagn\u00e9ticos (galp\u00f5es industriais, subesta\u00e7\u00f5es de energia el\u00e9trica, entre outros) ou com restri\u00e7\u00f5es para o meio met\u00e1lico (dep\u00f3sitos de combust\u00edveis e gases inflam\u00e1veis, oleodutos, gasodutos etc.), bem como atender dist\u00e2ncias superiores aos padr\u00f5es exigidos para o cabeamento met\u00e1lico (Figura 3). <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3976\" src=\"https:\/\/www.ispblog.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/redes-opticas-acesso-3.png\" alt=\"\" width=\"785\" height=\"465\" \/><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"center\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>Figura 3 &#8211; Exemplos de aplica\u00e7\u00e3o de fibras \u00f3pticas<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"center\"><span style=\"font-family: Arial, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><b>At\u00e9 o pr\u00f3ximo artigo!<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em><strong>Jos\u00e9 Maur\u00edcio dos Santos Pinheiro<\/strong><\/em> &#8211; Gerente de Engenharia e Opera\u00e7\u00f5es na Brip Multim\u00eddia, Profissional na \u00e1rea de tecnologia, professor e palestrante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As redes de acesso de telecomunica\u00e7\u00f5es t\u00eam como fun\u00e7\u00e3o principal prover o acesso dos clientes aos servi\u00e7os de dados, voz e v\u00eddeo das respectivas operadoras e, como tal, devem garantir a melhor qualidade poss\u00edvel para essa comunica\u00e7\u00e3o. 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