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Mulheres pioneiras na tecnologia: O resgate histórico e o futuro


A informática se desenvolveu de forma acelerada nos últimos 50 anos, no entanto,
sua trajetória está profundamente ligada à história de outras ciências, especialmente à
matemática. Nesse percurso, em um universo historicamente dominado por homens, as
mulheres ousaram entrar no campo da tecnologia, enfrentando obstáculos sociais, culturais e econômicos.
Poucos sabem, mas os primeiros algoritmos computacionais foram escritos por uma
mulher: Ada Lovelace, no século XIX. Matemática brilhante e pioneira, Ada é reconhecida
como a primeira programadora da história, seu trabalho antecipou conceitos que só seriam explorados pela computação mais de cem anos depois.
Décadas depois, em plena Segunda Guerra Mundial, uma matemática americana
chamada Grace Hopper revolucionou a computação ao desenvolver uma das primeiras
linguagens de programação, o COBOL. Grace acreditava que computadores deveriam falar “a língua das pessoas”, e não o contrário. Essa mentalidade, prática e inovadora, foi
decisiva para tornar os sistemas acessíveis e compreensíveis, abrindo caminho para o
avanço tecnológico que conhecemos.

Apesar dos avanços, as mulheres ainda são minoria nos cargos técnicos e de
liderança em tecnologia. A área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)
permanece marcada por um ambiente predominantemente masculino. Essa realidade fica evidente nas universidades: entre 2014 e 2022, segundo dados da Fapesp, o número de ingressantes em cursos de TIC cresceu cerca de 150%. Apesar disso, apenas 15% dos
concluintes eram mulheres.
O panorama é similar no mercado de trabalho, considerando que dados recentes
indicam que menos de 30% da força de trabalho em tecnologia é composta por mulheres, e esse número é ainda menor em áreas como engenharia de software e cibersegurança.
Vivemos um momento histórico em que a inclusão passou a ocupar o centro das
decisões estratégicas das empresas. A presença feminina é, cada vez mais, reconhecida
como essencial para inovação, performance e impacto social. Hoje, cada jovem que
começa a programar, cada profissional que lidera um time de tecnologia, cada
pesquisadora que sonha com soluções mais justas e humanas, carrega um pouco da
coragem de Ada e da ousadia de Grace. Reconhecer o papel feminino como protagonista
é uma forma de quebrar preconceitos, inspirar novas gerações e construir um setor mais
diverso, criativo e inclusivo.

 

Câmara Abrint Mulher

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