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Mulheres na Cibersegurança: A Expansão feminina como resposta ao déficit de talentos no setor

Em um mundo onde ataques cibernéticos custam bilhões, as mulheres emergem como a força inovadora que preenche o vazio de talentos na cibersegurança das telecomunicações. No contexto digital atual, as ameaças à infraestrutura são constantes. O relatório de conscientização de segurança da Fortinet de 2025, por exemplo, registra 30% mais incidentes no Brasil no último ano, com provedores regionais de internet (ISPs) figurando como alvos frequentes de ataques DDoS, que sobrecarregam as redes e comprometem serviços essenciais.

Nesse cenário, observa-se uma grave carência de profissionais qualificados, ocasionada, em grande parte, pela instabilidade econômica global que forçou cortes de orçamentos e de pessoal, reduzindo as contratações e a capacitação na área. Consequentemente, essa escassez prejudica a defesa organizacional, expondo as empresas a riscos cibernéticos consideráveis e fragilizando a segurança institucional.

Historicamente sub-representadas no setor de TI — compondo apenas 28% da força de trabalho em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), segundo dados recentes do Fórum Econômico Mundial —, as mulheres estão ocupando espaços crescentes na linha de frente. O protagonismo feminino tem sido o motor de inovações vitais, com destaque para figuras globais como Ritu Karidhal, Esraa Tarawneh e Ayanna Howard, que provam que a liderança feminina é a chave para superar barreiras e revolucionar a segurança global.

A escassez de especialistas é um fator crítico, com projeções indicando que 85% das vagas no setor podem ficar ociosas até 2026. No entanto, o Brasil registra um crescimento anual de 15% na participação de mulheres na área, impulsionado por iniciativas como a WOMCY (Women in Cybersecurity), uma organização sem fins lucrativos voltada ao fortalecimento da cibersegurança na América Latina.

O objetivo da WOMCY é diminuir a lacuna de conhecimento e ampliar a presença feminina no setor tecnológico, promovendo formação, networking e desenvolvimento profissional por meio de parcerias com instituições públicas e privadas.

“O surgimento de lideranças femininas tem transformado um cenário tradicionalmente dominado por homens, atuando como modelos fundamentais de inspiração para jovens talentos.”

O surgimento de lideranças femininas tem transformado um cenário tradicionalmente dominado por homens. Com uma visão inovadora, elas atuam como modelos fundamentais de inspiração para jovens talentos. Dados recentes apontados pelo site Nic.br indicam que a participação feminina na segurança cibernética, especificamente no mercado brasileiro, está estabilizada em torno de 20% a 25% — um contraste com a média geral de 28% nas áreas STEM mencionada anteriormente. Globalmente, relatórios da (ISC)² em conjunto com a Cybersecurity Ventures confirmam que as mulheres já representam um quarto da força de trabalho no setor.

Exemplos de excelência não faltam. A Dr.ª Alissa Abdullah, atual vice-diretora de segurança da Mastercard, com passagens pela Casa Branca e Xerox, desempenhou um papel crucial na evolução da segurança em nuvem. Deneen Difiore, vice-presidente e diretora de segurança da informação da United Airlines, possui mais de 20 anos de inovação e contribui ativamente para a governança do setor em conselhos como a Internet Security Alliance. Já Kyla Guru, cofundadora da GirlCon Tech, destaca-se como uma das jovens lideranças mais influentes, com experiências estratégicas na NSA e na CISA.

Trazendo essa realidade para o ecossistema de telecomunicações brasileiro, o impacto da liderança feminina é direto e diário. Um dos maiores exemplos é Cristine Hoepers, Gerente Geral do CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil). Ela coordena as respostas a incidentes no país, um trabalho que afeta diretamente a operação dos provedores regionais. O CERT.br monitora ameaças e reage a ataques que impactam desde o usuário doméstico até a infraestrutura crítica dos ISPs, provando que a segurança da internet que chega à casa dos brasileiros passa, fundamentalmente, por mãos femininas.

Se mulheres brilhantes estão protegendo gigantes globais e a infraestrutura nacional, é evidente que elas possuem a capacidade técnica e estratégica para blindar os provedores regionais contra ataques e vazamentos de dados. A liderança feminina é o motor que inspira o futuro da cibersegurança. Através de competências críticas, elas rompem paradigmas e fortalecem a proteção de dados. Assim, a diversidade consolida-se não apenas como uma pauta de inclusão, mas como o pilar essencial para a sobrevivência, a inovação e a lucratividade dos provedores de internet diante dos crescentes desafios digitais.

 

Abrint Mulher

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